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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O amor

Oamor é como o fogo

Por MARIA CRISTINA ALBUQUERQUE

Oamor, minhas amigas, não é uma coisa de brincar. É sério, é como o fogo que está
muito sózinho na lareira, mas se alguma mão atrevida lá chega,queima-se; assim
o amor é uma coisa maravilhosa, nos cantares dos poetas medievais, nos dizeres das
nossas avós, nos peitos inflamados de cavaleiros andantes, mas isso nos nossos
tempos perdeu mais o sabor. A vida atribulada de todos os dias faz com que o
amor seja interesseiro, eguista, e perca portanto a poesia que lhe é protocolar.
Mas o amor será mesmo suave, doce, manso? Sim, como todas as coisas, exige
paciência, dedicação e um pouco de inteligência, porque o ser humano, embora
com instinto animal, é compriensivo, tem raciocinio que o distingue do bicho,
logo deve proceder com dignidade e afeição para com o companheiro.
O amor é como um colar que se completa sempre com mais uma pedra no decorrer
dos dias, dos meses e até dos anos, porque o amor é uma palavrinha doce que
mascara a palavra afeição, a qual vem com o lidar dia a dia com o nosso semelhante
Das várias espécies de amor,não direi que o amor maternal,filial,fraternal,
conjugal... é mais forte um que outro .Todos eles têm o seu canto no nosso
coração ,por isso temos de lhe dar valor consoante a espécie.
Amor! Um altar florido de bem-querer,quando há uma vida pura para oferecer ao
soar o acorde final....

domingo, 6 de novembro de 2011

Mãei

MÃE...

Mãi! palavra divina, sacrossanta,
Cheia de graça e cheia de beleza,
Ao dizer mãi a nossa alma,
Há mais sol, há mais luz na Natureza

É a mãi,depois de Deus, quem por nós vela,
Quem nos ajuda e ampara no caminho,
É a mãi que procura tornar bela
A nossa vida onde há tanto espinho.

É a nossa mãi a melhor enfermeira
Quando acontece o mal ferir a gente,
Nunca nos abandona a cabeceira,
Meiga,bondosa, atenta e diligente.


,
É a mãi que nos guia e nos consola
Quando acontece o mal ferir a gente,
Nunca nos abandona a cabeceira,
Meiga, bondosa, atenta e deligente.

É a mãi que nos guia e nos consola,
Que nos enxuga o pranto e dor acalma,
É ela que nos manda ir á escola,
É ela que modela a nossa alma

A mãi é como um sol de intenso brilho,
Que nosso coração louva e bem diz,
A mãi vive da vida de seu filho
Etudo faz para o tornar feliz.

Mãi! Palavra dum sentido extraordinário,
Quanta ternura, quanto amor traduz!
Mãi! Disse Jesus do cimo do Calvário,
Filho! Disse Maria olhando para Cruz.


De J OAQUIM COSTA

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

cavalo



Este cavalo recorda-me um cavalo que na minha joventude montava muitas vezes,
eu gosto muito de animais,quando se habituam a nós até parece que nos compriendem
Antigamente gostáva de, na feira de Castro de Verde ver na corredoura os cavalos
que cada negociante vinha vender: cada um mostrava os mais bonitos cavalos.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

feira de castro

.

A Epopeia dos Malteses

Choros que o pó amassaram,
Ódios, fel, desesperança,
Minha crueza geraram:
Sou a estátua da Vingança!

Maltês,meu nome de guerra!
Ver-me é logo pressentir
Que o vento sul se descerra:
Já mirram searas, de o ouvir!

De noite vou pelas eiras,
-Alma em fogo-deitar fogo
A searas,medas inteiras:
Abraso e assim desafogo!

Sou fera?Vá,que me domem!
-E vós outros que sereis?
Não sou fera, não, sou o Homem,
O Escravo firmando leis!

Meu sangue reza nas veias;
Por quem reza? porquem chora?
Pelos que terras alheias
Foram escravos outrora!

Oculto no chão barrento,
Com piedade,com ternura,
Os que dormem ao relento,
Os mortos sem sepultura!

Coveiro da própria raça!
Dor de além-dor! Ao que eu vim
Grito e o medo me trespassa,
Acordo e fujo de mim!

Existo e ausento-me.Há escuro
Na minha memória:-em vão
Me interrogo e me procuro...
Sou realidade ou visão?

Choro, e as lágrimas apagam
Dúvidas, queixas, martirios...
Unções celestes afagam
A noite dos meus delirios!

Campos de azinheiras velhas...
Se os revolvo,as minhas mãos,
Súbito ficam vermelhas
Do sangue dos meus irmãos!

Nos montes,a medo,ás tardes,
Trancam-se as portas; se as forço,
Caem-me aos pés os covardes,
Mudos de assombro e remorso!

DE Mário Beirão

sábado, 8 de outubro de 2011

A feira

Amanhã vai rompendo. Afeira grita.
Badalam os chocalhos dos garranos,
E pelo arraial,o azeite frita,
No meio de algaraviada dos ciganos.

Quantos sonhos desfeitos, desenganos,
Negócios que falharam, gente aflita;
A feira é sempre assim todos os anos,
Matéria em sofrimento que se agita.

Caiaram-se as fachadas, tudo alveja.
A feira é sonho, é fada benfazeja
Que á vila empresta luz e dá vigor.

A manta nova, os frutos perfumados,
O circo de palhaços afamados,
Mundo de maravilha e de labor.

De....Arlindo Caldeira

domingo, 18 de setembro de 2011

Horas de sonho

.

Noites Alentejanas, melodias
Duma canção, na brisa a perpassar!
Onde há perfumes castos e o luar,
Tem requebros de amor e de magia.

Hora divina, paz, doce harmonia,
Que á alma trz a benção dum altar,
Nos mistérios da noite a cripitar,
Em bailados de luz e fantasia.

Envolve-me o silêncio perfumado,
Ainundar meu peito deslumbrado,
Na calidez da noite torturada!

Invade-me a saudade e nos meus olhos
Há pérolas brilhando, como abrolhos,
A orvalhar as luzes da alvorada. Fracisco de Jesus Nunes